Não tenho pra onde ir. Nem pra quem voltar.
“Todo mundo parece ter alguém. Um amor, um porto, um colo. Eu só tenho o silêncio me esperando em casa.”
E o pior é fingir que tá tudo bem. Que curtir a própria companhia é suficiente. Mas às vezes não é. Só é solitário.
“Chega o fim do dia e ninguém pergunta como foi. Nenhuma notificação. Nenhum abraço. Só o eco da minha ausência.”
Parece que, se eu desaparecesse agora, ninguém ia notar de imediato. E isso dói mais do que qualquer grito.
“Tenho um monte de contatos no celular, mas ninguém que me conheça de verdade.”
Aquela solidão cercada de gente, onde você é lembrado só quando precisam. Nunca quando se preocupam.
“Vejo as pessoas indo embora de festas, bares, encontros… com alguém.”
Eu volto pra casa com o peito cheio de palavras que nunca disse e vontades que nunca realizei.
“Não quero atenção. Só queria um lugar onde eu pudesse ser eu sem medo de ser esquecido.”
Um espaço onde minha existência fosse percebida mesmo no silêncio. Mesmo nos dias que eu não tô bem.
“Tem noites que a cama parece enorme demais. Como se ela gritasse o tamanho da minha ausência de afeto.”
E eu viro pro lado, abraçando travesseiro, tentando fingir que não tô morrendo de carência disfarçada.
“Me acostumei a estar só, mas tem dias que a falta pesa mais do que o costume aguenta.”
É tipo viver com sede emocional constante, bebendo gotas que não matam a sede — só disfarçam.
“Já fui a pessoa que ouvia todo mundo. Hoje nem tenho com quem dividir o próprio silêncio.”
O amigo de todos virou o esquecido de sempre. O suporte virou o que ninguém nota cair.
“Ficar sozinho virou rotina. Sentir falta de alguém que nunca chegou virou hábito.”
E o medo de me abrir virou barreira. Melhor me proteger do que correr o risco de ser mais uma vez ignorado.
“Não é só sobre relacionamento. É sobre pertencimento. E eu não me sinto parte de nada.”
Tô sempre à margem das rodas, das conversas, dos planos. Nunca sou a pessoa chamada. Só lembrada depois.
“Já tentei forçar conexão, mas percebi que presença forçada dói mais que ausência.”
Então voltei pro meu canto. Meus fones. Meus textos. Meu universo onde pelo menos eu me entendo.
“Às vezes acho que sou fácil de esquecer. Tipo figurante emocional na vida das pessoas.”
Entro, faço bem, sumo… e ninguém sente falta. Isso me destrói em silêncio.
“Tenho medo de criar laço com alguém e esse laço virar nó na minha garganta depois.”
Porque já me perdi tentando segurar gente que nunca me segurou de volta.
“Tô cansado de fingir que não ligo. Eu ligo. Só não sei mais como mostrar sem parecer carente.”
Então eu me calo, dou espaço, e espero que alguém volte. Mas ninguém volta.
“Ser forte é bonito pros outros, mas pra quem tá sozinho, é só mais uma prisão emocional.”
Porque no fim, ninguém quer lidar com a dor do outro. Só com a versão editada e sorridente.
🖤 Solidão não é só ausência de companhia. É ausência de sentido. De troca. De ser notado sem precisar gritar.
Tem gente rodeada de amigos e se sentindo sozinha. Tem gente com mil seguidores e nenhum abraço verdadeiro. E tem você, aí, tentando entender onde foi que se perdeu de todo mundo — até de si mesmo. Mas calma. Essa dor não te define.
Essa ausência não é culpa sua. Você não é menos digno de afeto, presença ou amor. Só ainda não encontrou o lugar onde sua alma encaixa de verdade. Enquanto isso, escreve, sente, existe. Porque mesmo sem perceber, você ainda tá aqui. E só isso, num mundo que vive de aparências, já é um ato de resistência absurda. Um dia você vai se encontrar. E não vai mais precisar voltar — porque vai finalmente se sentir em casa.

Comentários
Postar um comentário