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A luz do monitor era a única coisa viva naquele quarto

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  A luz do monitor era a única coisa viva naquele quarto. 02:47 da manhã. O ventilador girava devagar espalhando ar quente como se o próprio apartamento estivesse cansado de existir. A janela continuava aberta mesmo com o frio entrando porque ela gostava do som distante da cidade. Sirenes. Moto passando. Cachorro latindo em algum lugar invisível. O caos respirando lá fora enquanto ela fingia que ainda fazia parte dele. O quarto era pequeno. Escuro. Coberto por LEDs roxos já meio queimados nos cantos. Roupas pretas jogadas na cadeira. Livros nunca terminados empilhados perto da cama. Um copo vazio de energético ao lado do notebook. Tudo parecia congelado no tempo, como se aquele lugar tivesse desistido de evoluir junto com o resto do mundo. Na tela do computador: notificações ignoradas mensagens não respondidas vídeos sobre ansiedade playlists chamadas “nothing feels real anymore” Ela encarava tudo aquilo sem piscar muito. O delineador já tinha borrado fazia horas. T...

31 legendas de aniversário pra quem sobreviveu mais um ano inteiro

31 legendas de aniversário pra quem sobreviveu mais um ano inteiro. Tem aniversário que parece festa. E tem aniversário que parece checkpoint emocional depois de atravessar um apocalipse silencioso às 3 da manhã ouvindo música triste no fone. 🌑 Nem todo mundo quer: “feliz aniversário tudo de bom” Algumas pessoas só querem uma frase que tenha alma. Que pareça humana. Que combine com foto escura, flash estourado, maquiagem borrada, quarto bagunçado, céu cinza e aquele sentimento estranho de: “eu realmente cheguei até aqui?”   A estética emo, dark e melancólica voltou com força justamente porque muita gente cansou de parecer feliz o tempo inteiro na internet. Hoje o que conecta é atmosfera, vulnerabilidade e frases que parecem arrancadas de um pensamento real. Então aqui vão legendas de aniversário diferentes. Algumas frias. Algumas poéticas. Algumas cansadas da vida igual a gente depois de existir por tempo demais. 🥀 legendas de aniversário aesthetic e melancólicas ...

Eu finalmente fui embora… mas não do jeito que você pensa

 Eu finalmente fui embora… mas não do jeito que você pensa.  Eu finalmente fui embora. Mas não foi do jeito que você pensa. Não teve despedida. Não teve mensagem longa. Não teve explicação. Eu só… parei. Parei de responder rápido. Parei de puxar assunto. Parei de tentar manter algo que já não se sustentava. E talvez, pra você, tenha parecido que eu só perdi o interesse. Que eu mudei do nada. Mas não foi do nada. Eu tava me despedindo faz tempo. Em cada vez que eu fui ignorado. Em cada conversa vazia. Em cada momento que eu percebi que eu tava ali sozinho… mesmo tendo alguém. Eu fui me afastando por dentro antes de sair por fora. E quando eu finalmente fui… já não tinha mais nada pra explicar. Porque tudo já tinha sido mostrado. Você só não viu. Ou talvez não quis ver. … E o mais estranho nisso tudo… é que eu não sinto alívio. Nem raiva. Nem saudade do jeito que era antes. Eu só sinto um silêncio diferente. Como se alguma coisa tivesse acabado… ...

Eu achava que era importante… até perceber o padrão

 Eu achava que era importante… até perceber o padrão.  Eu achava que era importante pra você. Não porque você dizia isso… mas porque, em alguns momentos, você fazia parecer. E eu me apeguei nisso. Nesses pequenos sinais. Nessas conversas que fluíam. Nesses dias em que você parecia presente de verdade. Só que tinha um detalhe… não era sempre. Tinha dias que você sumia. Demorava pra responder. Mudava completamente o jeito de falar. E eu ficava tentando entender. Pensando no que eu fiz de errado. Revisando conversa. Criando teoria na minha cabeça… pra justificar algo que era simples. Você só não me via da mesma forma. Mas eu demorei pra aceitar isso. Porque quando você voltava… parecia que tava tudo bem de novo. E eu ignorava todo o resto. Até começar a perceber um padrão. Você aparecia… quando era conveniente. Quando tava entediado. Quando não tinha ninguém melhor pra conversar. Quando precisava de atenção. E eu? Eu tava sempre ali. Disponível. Ac...

Eu não crio mais expectativa… e isso diz muito

 Eu não crio mais expectativa… e isso diz muito.  Eu não crio mais expectativa. E não é algo que eu me orgulho. Mas também não é algo que eu consiga evitar. Antes, qualquer coisa já me fazia imaginar. Uma conversa boa… uma atenção diferente… um mínimo de interesse… já era suficiente pra eu pensar: “agora vai” E nunca ia. Sempre era só impressão minha. Sempre era eu enxergando mais do que realmente tava acontecendo. E isso cansa. Cansa você se empolgar sozinho. Cansa você criar algo na sua cabeça que nunca existiu de verdade. Então eu fui parando. Parando de imaginar. Parando de esperar. Parando de acreditar rápido demais. Hoje, pode acontecer o que for… eu não me entrego igual antes. Não me iludo fácil. Não me empolgo fácil. Não me apego rápido. E de fora pode até parecer maturidade. Mas não é. É defesa. É alguém que já se frustrou tanto… que aprendeu a não esperar mais nada. E isso resolve um problema… mas cria outro. Porque ao mesmo tempo que...

Eu olho pra mim hoje… e não me reconheço mais

 Eu olho pra mim hoje… e não me reconheço mais.  Eu tava olhando umas fotos antigas… e não era só a aparência que era diferente. Era eu. O jeito de falar. O jeito de sorrir. Até o olhar parecia mais leve. E isso me deu um incômodo estranho. Porque não foi só o tempo que passou. Eu mudei. Mas não foi aquela mudança boa, sabe? Não foi evolução. Foi desgaste. Eu fiquei mais quieto. Mais fechado. Mais desconfiado. Coisas que antes me animavam… hoje parecem tanto faz. Pessoas que eu faria questão… hoje eu nem procuro mais. E não é porque eu virei alguém frio. É porque eu cansei. Cansei de tentar dar certo onde não dava. Cansei de criar expectativa em quem não entregava nada. Cansei de ser sempre o que se importa mais. E isso foi mudando tudo. A forma que eu vejo as pessoas. A forma que eu me vejo. A forma que eu me posiciono. Só que tem um detalhe… eu não lembro quando isso aconteceu. Não teve um dia específico. Não teve um “agora eu sou assim”. Foi ...

De madrugada tudo volta… até o que eu fingi que superei

 De madrugada tudo volta… até o que eu fingi que superei.  Tem algo estranho na madrugada. Parece que tudo que eu consegui ignorar durante o dia… resolve voltar. Eu posso passar horas distraído. Trabalhando. Mexendo no celular. Rindo de qualquer coisa boba… Mas é só dar aquele horário. Tudo desacelera. E sobra só eu. Sem barulho. Sem distração. Sem ninguém. E é aí que começa. As lembranças vêm sem pedir. Conversas antigas. Momentos específicos. Detalhes que eu nem lembrava mais… Tudo voltando como se tivesse acontecido hoje. E o pior não é nem lembrar. É sentir de novo. Como se nada tivesse passado. Como se eu ainda estivesse lá… naquele exato momento que eu achei que já tinha superado. Eu fico olhando pro teto… com o celular na mão… abrindo e fechando conversa que eu sei que não deveria nem estar olhando. Pensando em mandar mensagem… mesmo sabendo que não faz sentido nenhum. E aí vem aquela dúvida ridícula: “será que a pessoa também lembra de m...

Você não me perdeu… você me acostumou a ir embora

 Você não me perdeu… você me acostumou a ir embora. Você não me perdeu. Vamos ser sinceros? Você me acostumou a ir embora. No começo, eu ficava. Insistia. Explicava. Tentava fazer dar certo de qualquer jeito. Mesmo quando já tava claro que só eu tava tentando. Eu relevava tudo. As respostas secas. As ausências. As mudanças de comportamento. Sempre achando que era fase. Que ia melhorar. Que você ia perceber. Mas não percebeu. E nem precisava perceber, né? Porque eu sempre tava lá. Sempre disponível. Sempre entendendo. Sempre ficando… mesmo quando deveria ir. E foi aí que começou a mudar. Não em você. Em mim. Eu fui cansando. Mas não foi de uma vez. Foi tipo um desgaste silencioso. Cada decepção tirava um pouco da vontade de ficar. Cada atitude sua… me ensinava que eu não era prioridade. E sem perceber… eu comecei a aprender a me desligar. A não responder na hora. A não correr atrás. A não esperar tanto. Até que chegou um ponto… em que ir embora não doía mais como antes. … E quando e...

Eu me afastei de todo mundo… e a culpa não foi deles

 Eu me afastei de todo mundo… e a culpa não foi deles.  Eu me afastei de todo mundo. Mas não foi porque eles fizeram algo. Na verdade… a culpa nem foi deles. Fui eu. Eu que comecei a responder menos. Eu que parei de puxar assunto. Eu que comecei a sumir… aos poucos. E ninguém entendeu. Nem eu, pra ser sincero. Só sei que chegou um ponto em que conversar cansava. Explicar o que eu tava sentindo… parecia impossível. Porque nem eu sabia explicar. Era só um peso. Uma sensação constante de… não estar bem. Sem motivo claro. Sem um “porquê”. E aí eu fui me fechando. Preferindo o silêncio do que fingir que tava tudo normal. Preferindo ficar sozinho do que ter que sustentar uma versão minha que já não era mais real. E o mais estranho é que… ninguém insistiu muito. No começo até chamavam. Mandavam mensagem. Perguntavam se tava tudo bem. Mas com o tempo… pararam. E eu não posso nem culpar. Porque eu também parei. Parei de tentar. Parei de me abrir. Parei de deixar alguém chegar perto de ...

A gente não terminou… a gente só parou de existir

 A gente não terminou… a gente só parou de existir.  Eu ainda lembro do dia que a gente parou de existir. E o mais estranho é que… não teve briga. Não teve discussão. Não teve um “acabou”. Só foi ficando diferente. As mensagens começaram a demorar. As conversas ficaram curtas. Os “boa noite” viraram só silêncio. E a gente fingiu que tava tudo normal. Como se não desse pra sentir que alguma coisa já tinha quebrado. Eu lembro de olhar a conversa… e pensar mil coisas antes de responder. Coisa que antes era automático. Antes… a gente falava de tudo. Agora parecia que qualquer palavra era forçada. E mesmo assim, ninguém teve coragem de falar. Ninguém quis ser o primeiro a admitir que tava acabando. Então a gente deixou morrer. Devagar. Sem fazer barulho. Sem despedida. Sem última conversa. Sem nada. … E até hoje isso me trava. Porque não teve um ponto final. Ficou só uma frase inacabada… ecoando na minha cabeça. E às vezes eu me pego pensando… se...