Por que tudo que eu faço parece nunca ser suficiente?
“Eu dou meu melhor. Mas sempre parece pouco. Sempre parece atrasado. Sempre parece errado.”
E ninguém vê o peso que é viver tentando se provar todos os dias pra todo mundo — até pra mim mesmo.
“Me cobro o tempo todo, mas o resultado nunca satisfaz. Sempre acho que podia ser mais.”
Essa cobrança silenciosa me esgota. E o pior: ninguém impõe isso além de mim mesmo.
“Vejo os outros conseguindo, crescendo, vencendo… e me pergunto onde foi que eu falhei.”
Mesmo sabendo que comparações são armadilhas, eu caio nelas todo dia. E saio ferido.
“Cumpro tarefas, alcanço metas, entrego resultados… mas nada disso me faz sentir realizado.”
É como se eu estivesse correndo atrás de um aplauso que nunca vem — nem de fora, nem de dentro.
“Às vezes me esforço tanto pra agradar, que esqueço de existir pra mim.”
E isso me cobra caro. Me rouba a paz. Me esvazia, pouco a pouco, por dentro.
“Todo mundo elogia minha força. Mas ninguém vê o quanto isso me custa.”
Ser exemplo cansa. Ser inspiração dói. Ser sempre forte destrói.
“Quando erro, me julgo. Quando acerto, minimizo.”
A mente nunca deixa eu comemorar. Nunca me permite sentir que sou suficiente.
“Tô sempre esperando a próxima cobrança, o próximo desafio, o próximo motivo pra me sentir um lixo.”
Como se a vida tivesse se tornado um campo de batalha interno sem descanso nem vitória.
“Não lembro da última vez que me senti orgulhoso de mim sem um ‘mas’ no final.”
Tudo que eu faço é engolido pelo pensamento de que deveria ter sido mais, melhor, maior.
“Já tentei me convencer de que tá tudo bem. Mas parece que sempre falta alguma coisa em mim.”
Uma lacuna que não se preenche com elogios, nem com resultados, nem com esforço dobrado.
“Dizem que preciso me amar. Mas como se amar quando tudo que você sente é que decepciona?”
Quando até suas vitórias parecem pequenas demais pra serem celebradas.
“Queria conseguir me olhar com compaixão. Mas meu olhar é sempre duro, frio, impaciente.”
A mente virou juíza. E a sentença é sempre: ‘você ainda não é o bastante’.
“Tô tentando fazer o meu melhor. Mas nem sei mais o que isso significa.”
Porque até o ‘melhor’ virou um padrão inalcançável, abstrato, cruel.
“Tenho medo de parar de tentar e me tornar ainda mais invisível.”
Então sigo. Me esforçando além do limite. Só pra não desaparecer de vez dentro de mim mesmo.
“Parece que só sou aceito quando tô entregando, produzindo, resolvendo.”
Mas e quando eu só quero existir? Será que ainda valho alguma coisa assim?
🖤 Você não precisa provar seu valor. Ele não vem da sua performance. Vem do simples fato de você existir — e isso já é gigante.
O mundo te ensinou que só vale algo quem rende, quem produz, quem vence. Mas isso é mentira. Você não é uma máquina. Você é feito de sentimentos, pausas, dúvidas, medos. E tudo isso faz parte. Tudo isso tem valor. Essa sensação de insuficiência não nasceu com você — ela foi colocada aí. Pelo sistema. Pelas comparações. Pelas pressões. Pelos traumas. Mas ela não te define.
Você pode sim desacelerar. Você pode sim se permitir ser ‘meio’, ser ‘incompleto’, ser ‘em construção’. Isso não te faz fraco. Te faz humano. E acredite: quem vive buscando ser perfeito vive em guerra com a própria alma. Talvez hoje seja o dia de começar a desaprender a cobrança. E reaprender o acolhimento.

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