Microconto Noturno: Ecos do Silêncio Interior
Microconto Noturno: Ecos do Silêncio Interior
Ele caminhava pelo quarto silencioso, cada passo ecoando memórias que pareciam sussurrar seu nome. A noite era densa, mas trazia consigo a intimidade que o dia jamais permitia: conversas não ditas, gestos perdidos e sentimentos guardados que insistiam em surgir.
O vento atravessou a janela aberta, balançando as cortinas e trazendo consigo lembranças esquecidas. Cada sombra parecia carregar emoções próprias, e ele percebeu que não precisava lutar contra elas, apenas observar e aceitar.
Pegou o caderno próximo e começou a escrever. Não buscava perfeição, mas libertar pensamentos e sentimentos que precisavam existir fora da mente. Linhas tortas, palavras fragmentadas, mas carregadas de verdade e significado.
Ao fechar os olhos, sentiu que a noite não era inimiga. Cada momento de silêncio, cada suspiro e cada memória presente era um convite à introspecção, compreensão e acolhimento emocional. A escuridão parecia segura, um espaço onde podia sentir, refletir e reorganizar-se para o amanhã.
A noite é cúmplice: guardiã de emoções, testemunha de fragilidades e espaço seguro para reconectar-se com quem realmente somos.
Por: LegendZilla
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