Última Noite do Ano: Entre Silêncios, Memórias e Novos Começos
Última Noite do Ano: Entre Silêncios, Memórias e Novos Começos.
A cidade parecia suspensa no tempo naquela noite. Os fogos ainda não haviam começado, mas já se sentia no ar a expectativa silenciosa de um ciclo que terminava. Ele se sentou perto da janela, observando o céu escuro, como se pudesse enxergar nas estrelas todas as histórias que viveu durante o ano.
As lembranças vinham como flashes: momentos de dor que ensinaram resiliência, encontros inesperados que mudaram o rumo dos dias, risos que se transformaram em pequenos refúgios contra a rotina pesada. Cada memória tinha seu peso, mas naquela noite, todas pareciam se reunir em um mosaico de significados.
Pegou o caderno mais uma vez. A caneta riscava o papel lentamente, como se cada palavra fosse um ritual de despedida. Não escrevia promessas vazias; escrevia sentimentos. Gratidão pelos dias bons, coragem nos dias ruins, esperança nos dias que pareciam intermináveis. Era como se, ao colocar tudo no papel, pudesse aliviar a alma e preparar espaço para o que ainda viria.
O relógio avançava devagar. Ele sabia que, lá fora, multidões esperavam os fogos, abraços e brindes. Mas dentro de si, o momento era de silêncio e profundidade. O coração batia mais forte, não pela euforia, mas pela consciência de que cada fim carrega em si a semente de um começo.
Ele respirou fundo. Sentiu o peso do ano em seus ombros, mas também a leveza de ter sobrevivido a tudo. Cada dor enfrentada era prova de força. Cada alegria vivida era combustível para seguir. A noite, com sua intensidade emocional, parecia sussurrar: **não se trata de apagar o que passou, mas de honrar o que se tornou por causa dele.**
Ao longe, ouviu os primeiros estrondos dos fogos. O céu começou a se iluminar, e ele permitiu que uma lágrima escorresse. Não de tristeza, mas de reconhecimento. A lágrima era uma despedida silenciosa e, ao mesmo tempo, um abraço em si mesmo.
Com o coração sereno, fechou os olhos e sorriu. Estava pronto para atravessar a ponte invisível entre o passado e o futuro. O ano que terminava não seria esquecido; seria guardado como parte da história que ele carregaria para sempre. O ano que nascia, por sua vez, era um campo aberto, esperando ser cultivado com sentimentos, escolhas e novos começos.
Na última noite do ano, ele entendeu que **os ciclos não acabam: apenas se transformam, nos transformando junto com eles.**
Por: LegendZilla
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