A dor que ninguém entende: quando você desaprende a confiar e nem percebe quando isso começou
A dor que ninguém entende: quando você desaprende a confiar e nem percebe quando isso começou
Você já tentou confiar em alguém… e percebeu que seu corpo inteiro trava antes mesmo de tentar?
Tem uma coisa que acontece com muita gente, só que quase ninguém admite: tem um momento da vida em que você percebe que simplesmente desaprendeu a confiar.
Não foi escolha.
Não foi decisão.
Foi acúmulo.
Acúmulo de promessas quebradas.
De pessoas que foram embora sem explicação.
De situações onde você abriu o coração e foi tratado como se estivesse pedindo demais.
E esse acúmulo silencioso vai corroendo sua capacidade de acreditar nos outros.
Você começa a analisar tudo mil vezes antes de se aproximar.
Começa a desconfiar até do carinho sincero.
Começa a achar impossível que alguém realmente queira ficar.
E o pior? Isso vira automático.
Quando alguém tenta te conhecer de verdade, seu primeiro instinto é recuar.
Quando alguém tenta se aproximar, você procura defeitos antes mesmo de sentir qualquer coisa.
Quando alguém te trata bem, você espera o dia em que isso vai mudar — porque sempre mudou antes.
É como se sua mente tivesse criado uma defesa pra te proteger de novas quedas… só que essa defesa também te impede de viver o que você merece.
E isso gera um vazio estranho, onde você deseja conexões, mas teme todas elas ao mesmo tempo.
No fundo, você não tem medo de amar.
O que você tem medo é de sentir aquela dor de novo.
A dor de confiar na pessoa errada.
A dor de entregar tudo e receber só silêncio.
A dor de ser descartado como se não tivesse importância nenhuma.
E aí você se fecha.
Finge que não precisa de ninguém.
Vive num modo automático onde tudo é controle, distância, autoproteção.
Mas a verdade é simples: você só queria alguém que não transformasse sua vulnerabilidade em arma.
Alguém que ficasse.
Alguém que provasse, com atitudes, que confiança não é sinônimo de perigo.
Por: Legendzilla.
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