Quando a autoestima quebra e você começa a duvidar de tudo
Quando a autoestima quebra e você começa a duvidar de tudo.
A autoestima não quebra de uma vez. Ela vai rachando aos poucos, em silêncio, até o dia em que você se olha e não reconhece mais o valor que um dia teve. Não acontece depois de um único erro ou uma grande queda. Acontece depois de muitas pequenas situações que vão te convencendo de que você não é suficiente.
Começa com comparações. Você olha ao redor e sente que todo mundo está indo melhor, mais rápido, mais confiante. As redes sociais amplificam isso. Vidas editadas, corpos perfeitos, sucessos constantes. Mesmo sabendo que é recorte, aquilo entra. E cada comparação vira um lembrete cruel do que você acha que falta em você.
A autoestima também sofre quando você vive sendo diminuído. Comentários disfarçados de brincadeira, críticas constantes, falta de reconhecimento. Nada parece grave isoladamente, mas tudo somado cria uma voz interna dura demais. Uma voz que repete que você deveria ser mais, fazer mais, ser diferente.
Você começa a pedir desculpa por existir. Por falar demais, por sentir demais, por ocupar espaço. Começa a se calar pra não incomodar. A se moldar pra caber. A aceitar menos do que merece porque acredita que é isso ou nada. A autoestima baixa não grita, ela se adapta.
O espelho vira inimigo. Você enxerga defeitos ampliados, ignora qualidades. Cada falha vira prova de incompetência. Cada erro vira confirmação de que você nunca vai ser bom o suficiente. E o mais triste é que você passa a acreditar nisso sem questionar.
A autoestima quebrada também afeta decisões. Você deixa de tentar por medo de falhar. De falar por medo de parecer bobo. De se expor por medo de rejeição. A vida vai ficando menor, mais limitada, não porque você não pode, mas porque você não acredita que pode.
Tem dias em que você lembra de quem já foi. Da confiança que tinha, da leveza, da coragem. E isso dói. Dói perceber que algo foi roubado de você aos poucos. Às vezes por pessoas, às vezes por experiências, às vezes pelo tempo vivendo em ambientes que te diminuíram.
O problema não é não se amar o tempo todo. Isso é irreal. O problema é se odiar. Se tratar como inimigo. A autoestima quebrada faz você ser cruel consigo mesmo de um jeito que ninguém mais precisaria ser.
Reconstruir autoestima não é repetir frases no espelho. É mais profundo. É aprender a se defender de ambientes tóxicos. É colocar limites. É parar de se comparar com quem vive outra realidade. É se permitir errar sem transformar isso em sentença de fracasso.
Você não precisa ser perfeito pra merecer respeito, inclusive o seu. O valor que você tem não some porque alguém não enxergou. Não diminui porque você falhou. Não depende de validação externa, mesmo que hoje pareça depender.
Se sua autoestima está quebrada, saiba que ela pode ser reconstruída. Não do dia pra noite, não sem esforço, mas pode. E o primeiro passo é parar de se tratar como se você fosse o problema o tempo todo. Às vezes, o problema foi o lugar onde você tentou florescer.
Você não é descartável. Você não é insuficiente. Você está machucado. E isso é diferente.
Por: Legendzilla.
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