Você Se Acostumou Com a Solidão ou Apenas Desistiu de Esperar?

 

Existe uma diferença enorme entre gostar de ficar sozinho e se acostumar com a ausência das pessoas.





Mas nem sempre percebemos quando cruzamos essa linha.

No começo, a solidão parece temporária.

Você acredita que é apenas uma fase.

Que logo vai conhecer novas pessoas.

Fazer novas amizades.

Construir novas histórias.

Criar novas lembranças.

Então você espera.

Espera por semanas.

Espera por meses.

Às vezes espera por anos.

E quando nada muda...

Algo dentro de você começa a mudar.

O silêncio deixa de parecer estranho

Lembra de quando passar um fim de semana inteiro sozinho parecia algo triste?

Lembra de quando você sentia vontade de conversar com alguém?

De compartilhar algo que aconteceu no seu dia?

De contar uma conquista?

De dividir uma preocupação?

Com o tempo isso começa a desaparecer.

Você não deixa de sentir.

Você apenas para de esperar resposta.

E essa diferença é importante.

Porque muitas pessoas confundem adaptação com felicidade.

Quando a ausência vira rotina

O ser humano consegue se adaptar a quase tudo.

Inclusive à falta.

Principalmente à falta.

Você se adapta à ausência de mensagens.

À ausência de convites.

À ausência de demonstrações de carinho.

À ausência de companhia.

E depois de tanto tempo...

Aquilo deixa de parecer estranho.

Mas deixar de parecer estranho não significa deixar de doer.

Significa apenas que a dor encontrou um lugar permanente para morar.

A armadura invisível

Existe uma frase que muitas pessoas repetem para si mesmas.

"Eu não preciso de ninguém."

Às vezes ela é verdadeira.

Mas muitas vezes não passa de uma armadura.

Uma forma de evitar novas decepções.

Porque quando você cria a expectativa de que ninguém estará presente...

Ninguém consegue decepcionar você.

Quando você espera o silêncio...

O silêncio não machuca tanto.

Quando você espera a ausência...

A ausência parece normal.

Mas existe um preço para essa proteção.

Ela também afasta aquilo que poderia ser diferente.

Nem toda solidão é escolha

Algumas pessoas realmente gostam da própria companhia.

Gostam de ficar sozinhas.

Gostam do silêncio.

Gostam da liberdade.

E não existe nada de errado nisso.

Mas existe outro tipo de solidão.

Aquela que não foi escolhida.

Aquela que nasceu depois de muitas decepções.

Depois de muitas despedidas.

Depois de muitas tentativas frustradas.

Depois de muitas portas fechadas.

Essa solidão não é paz.

É cansaço.

O perigo de parar de acreditar

Talvez a parte mais triste não seja estar sozinho.

Talvez seja parar de acreditar que algo pode mudar.

Porque quando a esperança desaparece...

Você deixa de tentar.

Deixa de conhecer pessoas.

Deixa de criar conexões.

Deixa de abrir espaço para novas histórias.

E aos poucos a vida se torna repetição.

Dias iguais.

Noites iguais.

Pensamentos iguais.

Como se tudo estivesse parado.

Você ainda sente falta de algo?

Essa pergunta pode parecer simples.

Mas ela revela muita coisa.

Quando você vê grupos de amigos rindo.

Quando vê casais caminhando juntos.

Quando vê pessoas compartilhando momentos.

Existe alguma parte sua que sente falta disso?

Se a resposta for sim...

Talvez você não tenha se acostumado com a solidão.

Talvez apenas tenha aprendido a sobreviver dentro dela.

E sobreviver não é a mesma coisa que viver.

O que existe além do isolamento?

Talvez você não precise mudar sua vida inteira.

Talvez não precise se transformar em alguém extrovertido.

Talvez não precise se tornar uma pessoa completamente diferente.

Mas talvez precise lembrar de uma coisa.

O fato de algumas pessoas terem decepcionado você não significa que todas irão fazer o mesmo.

O fato de algumas histórias terem terminado não significa que todas terminarão.

E o fato de você ter passado muito tempo sozinho não significa que será assim para sempre.

Porque existe uma grande diferença entre escolher a própria companhia...

E acreditar que é a única companhia que você merece.

E talvez seja exatamente essa diferença que você precisa enxergar hoje.

Por: Legendzilla.

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