A Perfeição Que Aprisiona: Um Relato Sobre o Perfeccionismo e o Medo de Errar
A Perfeição Que Aprisiona: Um Relato Sobre o Perfeccionismo e o Medo de Errar.
Eu vivo em uma prisão que eu mesmo construí, e as grades são feitas de perfeccionismo. Cada tarefa, cada conversa, cada gesto, tudo precisa ser perfeito. O medo de cometer um erro é um monstro que me assombra dia e noite.
Eu refaço trabalhos, reescrevo e-mails e evito me expor, com medo de que a minha imperfeição seja descoberta. A minha mente é um juiz implacável, que me condena por cada deslize, por cada falha minúscula. Não há espaço para o "quase", para o "bom o suficiente" ou para a falha humana.
A exaustão é real. O meu corpo está cansado da tensão constante, e a minha mente está sobrecarregada pelo peso da auto-cobrança. Eu vejo as pessoas ao meu redor vivendo com uma leveza que eu não conheço. Elas erram, riem de si mesmas e seguem em frente.
Eu, por outro lado, fico preso no erro, revivendo o momento, me punindo por não ter sido melhor. O meu perfeccionismo não é sobre ser bom; é sobre o medo de não ser o bastante. Eu acredito que se eu não for perfeito, não serei amado, não terei sucesso e serei rejeitado.
Essa busca incessante por um ideal inatingível me roubou a alegria de viver. Eu não celebro minhas conquistas porque já estou pensando no próximo desafio. Eu não consigo relaxar, porque há sempre algo a ser feito, algo que pode ser melhorado. Estou exausto.
Como Lidar com o Perfeccionismo e o Medo de Errar:
Mude a sua perspectiva sobre o erro: O erro não é o seu inimigo; é o seu professor. Ele te mostra o que precisa ser ajustado e te dá a oportunidade de crescer. Abrace o erro como parte do processo de aprendizado.
Comece com pequenas imperfeições: Permita-se fazer algo "bom o suficiente", e não perfeito. Deixe uma tarefa incompleta, faça um rascunho sem se preocupar com os detalhes, ou cozinhe algo sem seguir a receita à risca. Isso ajuda a reeducar a sua mente.
Identifique a raiz do medo: O seu perfeccionismo vem do medo de ser rejeitado, de uma pressão familiar ou de uma baixa autoestima? Ao entender a origem, você pode começar a curar a ferida que te faz buscar a perfeição.
Celebre as suas conquistas, grandes ou pequenas: Pare de focar apenas no que deu errado. Dê a si mesmo o crédito que você merece. Celebre o que você fez, em vez de se punir pelo que você não fez.
Pratique a autocompaixão: Fale consigo mesmo como falaria com um amigo. Você não o puniria por um erro, certo? Diga a si mesmo que você é humano, que você é digno e que a sua imperfeição é o que te torna único e especial.
A sua verdadeira força não está na sua perfeição, mas na sua coragem de ser vulnerável e humano.
Por: LegendZilla
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